História
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Praça São Francisco de Assis |
O município foi criado pela Lei Nº 1362, de 12 de setembro de 1955, desmembrado de Presidente Dutra, pouco se conhecendo de sua história. Segundo a Enciclopédia Brasileira de Municípios – volume XV, o topônimo Tuntum é onomatopéico, representando o barulho provocado pela queda d’água de um riacho existente na sede. Outros, entretanto, preferem que ele corresponda a estampidos provocados por tiros de revólver, sob o argumento de que, em sua origem, o município foi palco de freqüentes conflitos armados. Há, ainda, uma versão de que a origem do nome deve-se a uma dança de uma tribo indígena que habitava o local, que, ao bater com seus cajados no chão, faziam o som que deu nome à cidade. Seu primeiro prefeito foi Isaac da Silva Ribeiro. Um dos fundadores de Tuntum (e o nome Tuntum foi dado por ele) chama-se Paulo Andrade (1918), que veio de Buriti Bravo-MA. Foi o primeiro a construir obras para a cidade e quem doou a terra para a construção da belíssima Igreja Matriz de São Raimundo Nonato, construída pelos missionários capuchinhos da Lombardia na região Norte da Itália. O turismo tuntuense se destaca pela visita ao balneário da Tiúba, à igreja Matriz, à nova Praça de São Francisco de Assís (em frente à igreja) e o balneário Aldeia com sua comida regional. O Carnaval a cada ano cresce muito e novas pessoas vem demonstrando interesse em passar o Carnaval nesta belíssima cidade do sertão maranhense.
Política
Apesar da política ser forte em todos os pequenos municípios do Estado, Tuntum ganha contornos próprios em relação ao assunto. Marcada pelo bipartidarismo, a cidade não é regida por partidos políticos tradicionais. Lá, os partidos são "Cobras" e "Labigós", tendo a predominância labigó.
Religião: História do Padroeiro
São Raimundo Nonato - 31 do maio
São Raimundo Nonato nasceu em Portel, Espanha. Quando São Pedro Nolasco, a 10 de agosto de 1218, dava início à Ordem das Mercês para a redenção dos escravos, com rito solene na Catedral de Barcelona, da qual era cônego o amigo e conselheiro Raimundo de Penafort, entre os fiéis estava também o moço de dezoito anos, Raimundo, chamado Nonato porque foi extraído do corpo da mãe morta no parto. Filho de família pobre, quando menino foi pastor de rebanhos. Vestiu o hábito dos mercedários aos vinte e quatro anos de idade, seguindo o exemplo do fundador, se dedicou à libertação dos escravos da Espanha ocupada pelos mouros e à pregação no meio deles. No ano de 1226 chegou até a Argélia e entregou-se como escravo, a fim de consolar e animar pela fé os prisioneiros e trabalhar pela sua libertação Este gesto parece natural a que chega a caridade heróica de um santo que vive o Evangelho integralmente.
São Raimundo ficou vários meses como refém e submetido a reiteradas e cruéis malvadezas, continuou pregando o Evangelho e seus perseguidores chegaram ao ponto de furarem a ferro quente os seus lábios e os trancaram com um cadeado, para impedir que ele continuasse denunciando as injustiças e proclamando o Evangelho. Foi finalmente resgatado e muito debilitado retornou à Espanha. O Papa Gregório IX quis render-lhe uma homenagem pública por tão grandes virtudes conferindo-lhe em 1239, apenas libertado, a dignidade cardinalícia, convocando-o como conselheiro. Pôs-se em viagem, para atender ao convite do Papa, mas pouco depois uma febre violentíssima o atingiu e morreu em 31 de agosto de 1240 em Cardona, perto de Barcelona. Foi sepultado na Igreja de São Nicolau, que a popular devoção do santo, inserido do Martirológio Romano em 1657 pelo Papa Alexandre VII. Pela sua difícil vinda à luz do mundo, São Raimundo Nonato é invocado como o patrono e protetor das parturientes, das parteiras e dos vaqueiros.
São Raimundo Nonato socorrei a todas as parturientes, o povo de Tuntum e os Recém-nascidos pela graça e amor de Deus. Amém, Aleluia, Amém!
Os Frades Capuchinhos em Tuntum e no Maranhão
A pedido do Segundo Império do Brasil, já no apagar das luzes e no surgir da primeira República foi solicitado junto a Santa Sé o envio de missionários capuchinhos para a catequese dos índios na Amazônia. Á solicitação da Congregação dos Negócios extraordinários, o Pe Geral e então, Frei Bernardo de Andermantt, pediu à Província de São Carlos na Lombardia atendesse os desejos da Sé Apostólica.
Em 1982 os primeiros missionários apostólicos lombardos chegaram a Recife, Sede da Prefeitura Apostólica. Também neste mesmo ano é erigida a Diocese de Manaus, desmembrando-a da Diocese de Belém, com a qual os frades tinham encaminhado os primeiros contatos. Nesse tempo também surge um desentendimento entre o Prefeito Apostólico de Pernambuco, Fr. Gaetano de Messina e os missionários lombardos no modo de pensar e de programar sua presença e atividade.
O Prefeito Apostólico, com efeito, pensa mais num trabalho de fortalecimento e de apoio à Prefeitura nas suas atividades tradicionais no meio do povo cristão... Os missionários lombardos pensam, pelo contrário, na Prefeitura como ponto de apoio para a futura missão entre os povos indíginas da região amazônica.
Com o demorar desta imparcialidade, Frei Carlos toma a iniciativa e, em conclusão de ajustes por carta com o Bispo de São Luis do Maranhão, Dom Antônio Alvarenga, empreende a viagem. Assim os frades capuchinhos chefiado por Frei Carlos de São Martino Olearo, chegaram ao Maranhão no dia 16 de agosto de 1893. O Bispo recebe Frei Carlos com fraternas atenções e oferece-lhe apoio e incentivo, confiando-lhe várias tarefas. Não tenda ainda nada definido Frei Carlos inicia a esboçar um plano de catequese indígena, cuja idéia central é assumir a assistência pastoral de modo que sirva como ponto de apoio para o trabalho junto aos índios. Assim em 12 de maio de 1894 o Ministro Geral reconhecia canonicamente a sua presença erigindo a nova missão, que era conhecida como: “Missão Capuchinha do Norte do Brasil”, da qual Frei Carlos é nomeado primeiro Superior Regular.
Segundo os planos de Frei Carlos, a cidade de São Luis deveria ser o centro de irradiação de toda a atividade da Missão. O local escolhido é o antigo venerado – abandonado – Convento do Carmo, que após as restaurações torna-se a “Caput et Mater” da nova Missão do Maranhão e que continua até hoje.
A missão em poucos anos se entendeu, além do Maranhão, aos estados do Pará, do Ceará, do Amazonas e do Piauí. O trabalho apostólico dos primeiros capuchinhos se orientou logo no início para dois objetivos: A catequese dos índios e a colaboração ao clero diocesano, disperso em vastas paróquias.
A Catequese dos Índios
Os primeiros catequistas dos índios nesta terra foram os capuchinhos franceses, que no ano de 1612 vieram aqui trazidos pela expedição militar, chefiada por Daniel de La Touche. Esta experiência missionária conclui-se no ano de 1615 com a expulsão dos franceses pelos portugueses.
Frei Carlos, superior da missão no ano de 1895 assume a Paróquia de Barra do Corda, com o intuito de evangelizar os índios Guajajaras e Canelas. No ano seguinte, 1896, animado e impelido por um grande impulso missionário de Alto Alegre, no interior da Paróquia de Barra do Corda, e, dois anos depois abre outra residência missionária no estado do Pará, a Colônia do Prata. Estas casas estão destinadas unicamente para a evangelização dos índios. Em ambas as casas são inaugurados Educandários, em regime interno, para poder oferecer uma mais aprimorada formação civil e religiosa aos filhos dos índios.
Tudo procedia bem com imenso entusiasmo e alegria de toda a Missão. No dia 13 de janeiro de 1901 em Alto Alegre – MA, acontece o dramático massacre. Os índios Guajajaras invadem a residência missionária e matam friamente os frades, as religiosas capuchinhas e todas as pessoas da colônia. A Missão agora assume por conseqüência como meta prioritária o segundo objetivo, orientando-se mais para uma maior colaboração com o clero diocesano.
A Colaboração com o Clero Diocesano
Convidados pelos bispos da época os frades se especializaram na pregação de missões populares, nas visitas religiosas, conhecidas como desobrigas, nos imensos sertões do Maranhão e do Piauí e uns chegaram a desobrigar até o Alto Solimões, região da Amazônia, que confina com o Peru e a Colômbia. Com este trabalho despertou a fé arrefecida do povo sertanejo, impulsionou a pregação da Palavra de Deus a um povo sedento e sequioso, disposto a enfrentar qualquer sacrifício para acompanhar a “Santa Missão” e a ficar semanas para conseguir sua confissão, batizar seus filhos.
O trabalho das desobrigas e das missões populares absorve completamente a atividade dos frades. Não são poucos os missionários que, no fim de seus trabalhos anuais tenham percorrido 3.500 e até 4.000 km a cavalo. Muitos missionários se tornaram verdadeiros apóstolos e conquistaram o coração do povo brasileiro, porque se sacrificaram totalmente pela elevação moral e social do nosso povo. A Cidade de Tuntum recebeu durante muitos anos esses ardentes missionários que largaram tudo para servir a Cristo nos pobres irmãos e irmãs. Tuntum é hoje uma terra de muita fé graças aos fransciscanos que dovam e doam à vida pelo o povo cristão.
Importantes fundações desse período são:
No Maranhão
São Luís, Barra do Corda, Alto Alegre, Tuntum;
No Pará –
Belém, Santo Antônio do Prata, Ourém;
No Ceará –
Um Cidadão Ilustre de Tuntum: Frei Dionízio Guerra
1997 – Bérgamo-Itália Fr. Dionísio Guerra de Prímolo (Sôndrio) – Vittório Guerra. Chegou ao Brasil em 1954. Foi desobrigante em Presidente Dutra de 1955 a 1960 e depois pároco de 1960 a 1965. Com a colaboração de Fr. Liberato Giudici construiu o grandioso colégio para a educação da juventude do lugar. Transferido em 1965 para Tuntum, passou nesta paróquia a maior parte de sua jornada missionária levantando as estruturas que ainda subsistem: casa das Irmãs, obras sociais, escolas de artes e serviços, oficina mecânica, o centro paroquial de pastoral, o estádio esportivo. Embelezou a praça da igreja com o monumento de São Francisco, cópia do monumento nacional da Itália que se encontra em Milão. Construiu também várias capelas acompanhando o assentamento e o crescimento demográfico da imensa paróquia. Sua bondade e seu jeito paterno lhe conquistaram a estima de grandes e pequenos. A Câmara Municipal lhe conferiu a cidadania e a cidade lhe dedicou um hospital. Transferido para Pedreiras em qualidade de Superior e Pároco, proporcionou aos dirigentes de comunidades e aos catequistas cursos apropriados. Em 1983 ficou encarregado da igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na Cohab em São Luís e se empenhou a revigorar a família através de encontros (ECC), da pastoral sacramental e da vivência fraterna. Além de assistir as várias associações paroquiais, foi Assistente arquidiocesano da Legião de Maria. A última temporada de sua longa jornada missionária a viveu como guardião do convento do Carmo, onde incentivou a devoção a Nossa Senhora e aderiu ao Movimento Sacerdotal Mariano. Teve o reconhecimento do Estado do Maranhão que em 1990 lhe conferiu as honorificências da Ordem dos Timbiras com o grau de oficial. Há tempo, porém, vinha trazendo em seu corpo a doença que levaria ao túmulo. Aceitou o sacrifício de desprender-se de uma multidão de amigos e repatriou para passar os últimos anos na enfermaria de Bérgamo na esperança de ficar curado. Mas entre dores lacerantes entregou sua alma a Deus na solenidade de Nossa Senhora Imaculada, indo receber seu galardão no céu. Faleceu aos 71 anos de idade. E hoje encontrasse ao lado de quem mais serviu e o amou: Nosso Senhor Jesus Cristo.
Agradecimento a Deus por Tuntum
Sabes Senhor! A vida é uma estrada... São meros caminhos, ora confiáveis, ora tortuosos. E não sabemos onde podemos ir... Não tendo por vezes guias. Mas eu sei, que a estrada que piso ou até trilho, vai direitinho ao Amor que Te dedico, mesmo sabendo eu que talvez... Não seja digno de a pisar, porque sou pecador. Mas eu sei, que preciso mesmo dessa estrada para me conduzir. Pois, são nesses caminhos que eu possa encontrar o caminho da felicidade. Obrigado, Senhor! Por nossa cidade de Tuntum. Mesmo sabendo que existem problemas. Contudo, a cada dia que passa a amo mais... Tuntum é terra abençoada por Deus, Por Maria Santíssima, por São Raimundo Nonato, nosso padroeiro amado que não nos abandona. Nós amamos Tuntum por toda a nossa existência!
Fonte: Wikipédia